Girl, Uplift your Soul!

Não tenhas medo do desgosto. Desgosto é apenas uma emoção que nos ensina um pouco mais sobre a nossa força – Relacionamentos são excelentes professores.

Quando iniciamos a nossa vida amorosa, não estamos preparados e tão pouco informados sobre onde nos estamos realmente a meter.

A verdade é que o mundo dos relacionamentos amorosos é um mundo extremamente complexo e dá bastante que falar.

Demorou algum tempo (bastante) até eu perceber que os desgostos amorosos têm um propósito e que esse propósito é exactamente o que precisamos para aprender e evoluir como indivíduos.

Sem querer parecer um cliché e que estou para aqui a debitar frases feitas, hoje quero passar a mensagem de que um dos maiores (se não o maior) propósitos dos relacionamentos falhados, é a aprendizagem e acima de tudo, o conhecimento, entendimento e força que acompanha essa aprendizagem.


“O que não nos mata, torna-nos mais fortes.”

Friedrich Nietzsche 

Um dos meus maiores medos quando mais nova e tenrinha, era ser deixada, trocada ou traída pelo meu mais que tudo. Quero deixar claro que “mais que tudo” não é apenas um termo exagerado e fofinho que utilizei para descrever a pessoa em questão. Os meus namorados antigamente, eram MESMO os meus mais que tudo. O termo “sem ti não vivo” era expressado e sentido com toda a inocência e parvoíce que tinha em mim.

Eu tinha (e hoje ainda tenho, bem mais controlado, mas ainda tenho) tanto medo de sofrer por amor. A “dor” que eu senti as vezes que fui deixada, trocada e abandonada era mesmo muito grande e quase insuportável. De repente, o meu valor desaparecia por completo. Eu desaparecia por completo. E era mesmo verdade; eu sem eles, QUASE que não vivia.

Hoje, com 30 anos, apesar de ainda ter esse medo entranhado no meu ser, não o vejo da mesma maneira.

A verdade é que hoje eu sei que cada um dos meus mais que tudo, fizeram parte da minha vida; fizeram-me chorar, rir, magoaram-me, mas acima de tudo, ensinaram-me tanto, mas tanto!!

Aprendi que existem limites que devem ser impostos no que toca a saber como uma mulher deve ser tratada, principalmente tu mesma.
Aprendi que depois da primeira traição ou quebra de confiança, é, geralmente, muito difícil ter um relacionamento tranquilo e sólido com a mesma pessoa.

Aprendi que devemos alimentar e nutrir o nosso relacionamento diariamente com o objetivo de manter a magia e o fogo aceso entre o casal.

Aprendi o que gosto e o que quero, assim como o que não gosto e o que definitivamente não quero.
 

Mas acima de tudo, aprendi que em momento ALGUM, me devo anular em prol do outro, mesmo que ele seja banhado em cristais ou em leite condensado (duas das maravilhas da minha vida).

Em todos os meus relacionamentos, eu cometi o mesmo erro. Anulei-me perante aquele que supostamente, na minha cabeça, me deveria fazer feliz.
Eu acreditei verdadeiramente que eles tinham o poder de me fazer feliz; e o pior de tudo foi ter-me esquecido do MEU poder de me fazer feliz a mim mesma.

Foi ai que chegou a altura do Universo dizer “Ou aprendes a bem, ou então vais mesmo aprender a mal”.

E graças a Deus, eu aprendi a bem!
 

Decidi procurar a razão dos meus fracassos no mundo amoroso e entender onde EU estava a errar.
Deixei de me sentir a vítima de todos aqueles que não me valorizaram, respeitaram ou amaram, e comecei a perguntar-me, “porquê?”.
 

Este porquê não era um “Porque é que isto só me acontece a mim?” – Modo vítima nível 2000. Não!

O meu porquê era curioso, receptivo, e acima de tudo, tinha nele uma vontade de descobrir a resposta certa para poder então depois alterar os resultados.

Descobri que a razão de eu não ser valorizada, respeitada e amada era o facto de que EU não fazia por mim.
Entendi que dei o exemplo de como queria ser tratada ao rejeitar autocuidado, auto respeito, auto valorização e acima de tudo, amor próprio, só porque quando num relacionamento, anulava-me ao ponto de dedicar toda a minha energia à pessoa com quem estava.

Hoje pergunto-me: Como podia eu achar que colocar a minha felicidade, valorização, respeito e amor, nas mãos do outro, não os iria afugentar com tanta pressão e peso nos ombros?

Inspira-te na minha viagem de autocuidado.

Hoje, sou extremamente grata, de coração, com toda a honestidade que tenho em mim, por cada um deles.
Hoje perdoo-me pela minha inocência, estupidez, parvoíce e vulnerabilidade e assumo a responsabilidade pela minha vida e por mim mesma.
Hoje perdoo cada um deles e agradeço-lhes por me terem ensinado tudo o que aprendi e por me terem tornado numa mulher mais forte e certamente muito mais independente a nível emocional. 

Hoje sei que mesmo que o meu destino tenha guardado para mim mais desgostos de amor, eu vou saber ultrapassá-los com classe, sabedoria, MUITO amor próprio, e provavelmente duas ou três latas de leite condensado e três circuitos de HIIT de seguida para TENTAR eliminar a culpa.

Hoje sei que cada porta fechada é definitivamente o destino a colocar-me no caminho certo.

E agora, pensando em tudo aquilo que vivi no passado e vendo quem sou hoje, eu não tenho outro remédio se não acreditar que a força maior que nos impacta a todos, sabe definitivamente o que eu preciso, o que eu gosto e acima de tudo, o que é melhor para mim.
E se o Universo decidir que o meu presente tem que virar passado, eu aceito, sem medos, mas sempre, com muitos curiosos porquês e totalmente pronta para embarcar numa nova viagem.

Não tenhas medo do desgosto. Desgosto é apenas uma emoção que nos ensina um pouco mais sobre a nossa força. 

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