O Blog da Miúda Espiritual

Menstruação Vs Meditação – A minha experiência e Meditação passo a passo

Um dos meus objetivos neste blog é falar sobre as práticas que inseri na minha vida que me ajudaram a chegar onde estou hoje a nível de auto realização.

Uma dessas práticas que rapidamente está a tornar-se parte do meu dia a dia, é a meditação.

Aprender a meditar com a intenção de treinar o meu cérebro e conhecer o meu interior e ganhar auto domínio e entendimento, tem sido sem dúvida uma viagem emocionante e mega divertida.

Sentirmos o nosso corpo e a nossa existência sem pensar em mais nada, por mais que sejam apenas por alguns minutos ou segundos, transmite-nos a paz que precisamos para recarregar todas as nossas baterias.

Tendo em conta que um dos meus objetivos é mostrar-vos o que é realmente a meditação; porque não contar-vos as minhas experiências reais e aquilo que realmente sinto enquanto tiro um tempo do meu dia para meditar?

Acabei de ter uma experiência brutal com meditação.

Esta meditação era direcionada para “dor”.

Amigas, sabem aqueles dias em que parece que o vosso útero vai rebentar de tanto esticar? Exatamente.

Decidi então experimentar esta meditação focada na dor.

A ideia da meditação é mudar a tua visão sobre essa dor. Na verdade, é literalmente para criares uma relação com ela.

A maneira como o autor da app Headspace a conduz é tão interessante e eficaz. E aproveito para dizer que recomendo VIVAMENTE a qualquer pessoa que queira iniciar a sua viagem de meditação que instale esta aplicação no seu telefone e comece por aqui (A aplicação é inglesa portanto não terás a opção de ouvir em Português. Se inglês não é o teu forte, recomendo a aplicação Insight Timer).
 

A abordagem da Headspace é uma abordagem lógica, interessante e acima de tudo, são meditações feitas para qualquer tipo de pessoa, especialmente para quem nunca meditou na vida.

A maioria das meditações são focadas em Mindfulness, ou seja, a arte de nos tornarmos conscientes de nós mesmos e daquilo que nos rodeia.
O nosso cérebro é um músculo que também precisa ser exercitado e eu garanto-vos que os benefícios de praticar meditação regularmente são gigantes.


Outro dos pontos que eu também gostei foi a voz do autor e a maneira como ele conduz a meditação. Uma voz calma mas confiante e no tom perfeito. Portanto, para mim, está nas 10 estrelas.

Sabe mais sobre eles aqui.

Voltando à meditação.

Quando iniciei a respiração e o meu foco passou para o meu corpo, a primeira coisa que senti foi a dor mais forte; no entanto, rapidamente mudei a minha perspetiva de “dor forte” para “dor presente” por estar a seguir o que ele me estava a dizer.

Ele diz-nos para reconhecermos a dor mas logo a seguir focarmos a atenção em outras partes do corpo.
Essas partes estão lá mas não me causam qualquer desconforto, apenas senti a sua presença, o que me fez virar o meu foco para as zonas confortáveis no meu corpo.

Ao fazer isto, senti um quase que imediato alívio na área da dor pois em vez de me focar apenas na dor e na sua área no meu corpo, foquei-me no meu corpo como um só.
O desconforto estava lá, mas a área de conforto no meu corpo era bem maior.

O segundo passo era voltar a “mergulhar” na dor e explorá-la com curiosidade. Sentir os seus altos e baixos e os seus agudos e os seus dormentes.

Ele disse então para ver até onde é que a dor ia. Não o seu centro mas até onde é que ela se expande.
Comecei por sentir a dor quase como se estivesse a sair da minha anca e barriga, para fora de mim. Quanto mais longe era a dor, mais subtil se tornava. Chegou ao ponto em que senti que fazia parte de mim mas não do meu corpo físico.

Alterei o meu foco novamente e desta vez fui até ao seu centro. Notei que a dor se tornou mais aguda; no entanto, ao definir a intenção de a observar genuinamente, foi como se por momentos a dor deixasse de ser apenas um desconforto e passasse a ser apenas uma sensação diferente no meu corpo.

Foi interessante observar a dor sem a rejeitar e desejasse que desaparecesse. 

É realmente interessante vermos mais de perto as maravilhas do nosso cérebro.
Com uma simples mudança de perspetiva, a dor continua lá mas a minha “relação” com ela mudou naquele instante.


Quero deixar claro que este alívio foi durante e apenas durante a meditação e que no momento em que eu volto a focar a minha atenção na dor durante o meu dia a dia, a minha relação com ela volta rapidamente ao que era.
MAS, posso sempre voltar a conectar-me com ela por uns minutos quando sentir essa necessidade e quiser sentir o alívio novamente.

Deixo aqui um exemplo de uma meditação para que possas fazer quando quiseres.
Coloca uma música que gostes (não, não precisa ser nenhuma música especial ou de cânticos das Índias. Pode ser melodia apenas ou qualquer outro tipo de música; desde que te sintas calma e tranquila enquanto a ouves.) ou então podes simplesmente desfrutar do silêncio.

Esta meditação foi escrita por mim mas foi inspirada na meditação que acabei de fazer na app Headspace.

1 – Respira fundo pelo nariz, lentamente mas num ritmo natural. Pausa por 1 ou 2segundos. Expira pela boca com vontade e ao ritmo que te apetecer. (Podes continuar aqui o tempo que quiseres até passares para o próximo passo. Ouve o teu corpo e segue o teu instinto).

2 – Sente o peso do teu corpo na superfície em que te encontras. Sente o toque do teu corpo com essa superfície.
Explora essa sensação sem limite de tempo. Avança quando sentires que deves avançar.

3 – Identifica a área da tua dor e de seguida passeia pelo teu corpo todo.
Sente a tua cabeça e cara, os teus braços e mãos, pernas e pés. Reconhece o teu corpo inteiro para além da dor.
Entende a diferença entre o conforto e o desconforto do teu corpo.
Explora essa sensação sem limite de tempo. Avança quando sentires que deves avançar.

4 – Observa mais de perto a tua dor. Permite-te senti-la, só senti-la. Reconhece os seus altos e baixos, os seus agudos e subtis.

5 – Identifica até onde vai a tua dor. Até onde é que ela se expande. Qual o limite do teu corpo que já não sente a dor mas que a tem logo ao lado?

6 – Sente o teu corpo por inteiro. Sente a tua existência. Desfruta da experiência.

Resulta. Vale a pena explorar aquilo que o nosso corpo é capaz de fazer.

Se tens dores de menstruação fortes, aconselho-te vivamente a experimentares o quanto a meditação poderá ser benéfica para ti.
 

Obrigada por leres.
Sente-te livre para partilhares comigo as tuas experiências nos comentários ou nas minhas redes sociais.

Até já!

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