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O que sentes, é Amor ou Apego? | Girl, uplift your Soul

Na vida, nada é eterno, e isso engloba o corpo, o estilo de vida e até mesmo as pessoas.

Nós humanos, resistimos muito à mudança, principalmente quando a mudança ocorre com pessoas que gostamos muito.

Uma das mudanças que eu antes resistia imenso era exatamente a mudança que acontecia quando as pessoas decidiam ir embora da minha vida.

Quando gostava daquela pessoa e da sua presença, se por alguma razão a vida a levava, era motivo para uma discussão de meia noite entre mim e o Universo.

Hoje sei o porquê de me sentir assim.

Existe amor, e depois, existe apego.

Amor, carinho, respeito, conexão, nada disso deixa de existir quando a pessoa sai da nossa vida.

O que deixa de existir é a presença, a habituação, a rotina.

Agora, se o amor, o carinho, o respeito e a conexão se vão embora juntamente com a pessoa em questão, então entende que o que sentias não era amor – Era única e exclusivamente apego.

Um apego pode ser muito facilmente confundido com um amor.

Quando é que sabemos que é apego?

Quando essa relação se baseia no que essa pessoa te faz sentir e não no que ela realmente é na sua mais pura essência.

Quando tu sentes que amas alguém porque essa pessoa te faz feliz, te compreende, te ama, te respeita, te bajula, te dá prazer, te faz sentir borboletas, te valoriza, te apoia, te ouve, te faz sentir a única pessoa à face da terra, te…,te…, te…., isso não é amor verdadeiro; é apego.

O que é que acontece quando essa pessoa já não te faz feliz?

O que é que acontece quando essa pessoa deixa de te compreender?

O que é que acontece quando essa pessoa já não demonstra o seu amor por ti?

O que é que acontece quando essa pessoa te falta ao respeito?

O que é que acontece quando essa pessoa já não te bajula, ou te dá prazer, ou já não existem borboletas?

O que é que acontece quando essa pessoa já não demonstra o quão importante tu és, ou já não te ouve ou apoia como antes?

O que é que acontece quando essa pessoa já não te faz sentir a única pessoa à face da terra?

O amor, é posto em causa.

A verdade é que somos humanos, e mesmo eu, estando aqui a escrever estas palavras, sou tudo menos diferente de ti.

Amor, o verdadeiro amor, não tem a ver connosco ou com o que recebemos dele.

O verdadeiro amor tem a ver com o quanto desejamos ver o outro feliz, o quanto nos colocamos nos seus sapatos para o compreender, o quanto respeitamos todas as suas qualidades, valores e ideias, o quão livre permitimos o outro ser enquanto ele está na nossa vida. 

O verdadeiro amor não tem nada a ver connosco. Tem a ver com a nossa percepção do mundo que nos rodeia e a aceitação de que tudo é perfeito exatamente assim.

O verdadeiro amor tem de ter uma base de “eu dou o que te posso dar de coração e alma porque te amo e em momento algum o faço para receber algo em troca”; não “eu dou-te tudo o que tenho, mas exijo receber tudo o que tens de volta.”

O verdadeiro amor não pode nunca ser baseado na exigência do dar e receber.

Mas como é que podemos dar sem medidas e correr o risco de não receber? Como podemos viver com o vazio que fica quando damos e não recebemos? 

Simples (só que não)…

Quando tu dás a ti próprio tudo aquilo que achas que deves receber, quando tu te valorizas o suficiente independentemente dos outros te valorizarem ou não, quando tu te amas o suficiente para que te sintas completo – Os outros darem ou não, deixa de ser uma preocupação/necessidade.

Vamos supor que acabaste de cozinhar uma refeição cheia de coisas boas e saborosas. No entanto, entendes que tens comida a mais e que tens o suficiente para partilhar pois não te vai fazer falta, pelo contrário, até é capaz de eventualmente se estragar.

Decides então colocar a comida em recipientes de plástico e sair à rua dando um recipiente a cada pessoa sem abrigo que encontras.

Ora, eles não têm nada para te dar em troca, certo? Mas como te sentes ao fazê-lo?

Bem! Porquê?

Porque primeiro, tu tens de sobra. Não é por dares a comida que cozinhaste com tanto amor que ela te vai faltar.

Segundo, porque sabes que estás a fazer a diferença no dia daquela pessoa, e isso, aquece-te o coração.

Amor é isso…

Amor é dar daquilo que nos sobra, do que nos transborda. Amor só é amor quando é dado de um sentimento e lugar de abundância, não de falta.

Se tu te amas, te valorizas, te respeitas, te compreendes, te dás prazer e cuidas de ti, de verdade, quando deres e não receberes, não vais sentir que falta algo pois não existe nenhum vazio por preencher com aquilo que o outro possa ter para te dar.

Apego vem do ego. Enquanto que amor, amor vem do espírito.

Agora, eu sei que é bem mais fácil falar do que colocar em prática.

Eu sei que vivemos numa era em que o nosso ego é a fonte principal de alimento pessoal e que não é possível mudar de um dia para o outro; e ignorar o nosso ego também não é a resposta.

Então, como aprender a amar? Amar de verdade?

A única maneira de aprender a amar de verdade, é começares por ti.

Aprende a amar-te.

Aprende a respeitar-te. A valorizar-te. A entender-te.

Conecta-te contigo mesmo.

Eu acredito que nós vimos a este mundo com 2 propósitos:

1 – Conhecer, explorar e aprender a lidar com o mundo à nossa volta.

2 – Entender que temos no nosso mundo interior tudo aquilo que precisamos para saber exatamente o que fazer, como fazer e como agir perante o mundo à nossa volta.

O nosso mundo interior, que infelizmente, raramente é reconhecido por nós pois estamos tão distraídos com o mundo exterior que nos esquecemos de olhar para dentro, é a MAIOR fonte de sabedoria que existe em ti; é a tua verdadeira essência e onde tu encontras TODAS as respostas às tuas questões.

Permite-te conhecer-te, explora-te, descobre o teu verdadeiro poder, pois só assim vais aprender o que é o amor verdadeiro.

E amor, muda vidas!

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