O Mundo das Cartas

Como as cartas mudaram a minha vida

Uma das coisas que eu quero fazer é mostrar-te através das minhas palavras o que as cartas significam para mim e como é que esta prática mudou a minha vida de uma ponta a outra. Um dos meus objetivos é desmistificar esta ferramenta de autoconhecimento e orientação.

Então, de que maneira é que as cartas mudaram a minha vida?

  • Aprendi a ouvir e a confiar na minha intuição
  • Tive todas as provas que precisava para acreditar que existe muito mais do que aquilo que o humano conhece e que os factos comprovam
  • Comecei a explorar e a entender a minha história, a minha existência, a razão de eu ter vivido o que vivi e a razão de eu ser quem sou
  • Poder receber orientação diária para navegar no meu dia-a-dia
  • Poder explorar as minhas forças e as minhas fraquezas e entender como lidar com elas

Conexão com a minha intuição

Todos nós somos intuitivos e instintivos, no entanto, é preciso saber ouvir e entender a voz da nossa intuição; é importante entender como funciona esse saber que vem de dentro.

A verdade é que a nossa intuição está sempre presente, no entanto, nem sempre sabemos ou conseguimos ouvi-la porque na maioria das vezes estamos tão focados no mundo cá fora que o nosso mundo interior passa despercebido; para alguns, isso acontece durante a sua vida inteira.

As pessoas foram condicionadas a ignorar o seu mundo interior, a aceitar que emoções existem mas que as “más” devem ser escondidas e reprimidas, aceitar que têm o poder de ver sem os seus olhos físicos (imaginação) ou ouvir a sua própria voz mesmo quando não está a falar em voz alta (pensamentos), mas o humano nunca foi ensinado a questionar para que é que estes poderes servem e porque é que os temos.

Mas o que é a intuição?
Como é que eu sei o que é a minha intuição?

Sabes aquela amiga que te acalma só com a sua voz, que te faz descer à terra ou que te motiva a enfrentares os teus medos e que te diz sempre o caminho mais correto a seguir e aquilo que é melhor para ti? – Essa é a voz da tua intuição.

A tua intuição é a tua voz sábia, a tua voz que mantém a calma em momentos de stress e de grande carga emocional.
A tua intuição é aquela voz que fala do coração, de um lugar de sabedoria e amor.

Por exemplo, quando as tuas amigas te procuram para que tu as aconselhes, elas estão à procura dessa voz, da voz da tua sabedoria, da voz que ama sem condicionamentos e que só quer o bem delas.

A tua intuição é a voz do teu conhecimento, a voz segura de si mesma, que apenas sabe e não precisa questionar esse saber com dúvidas ou pedir factos comprovados.
Essa voz flui sem ser preciso pensar.
Essa voz fala e expressa o seu conhecimento sem precisar de um processo lógico e racional, sem precisar do passo a passo.

Essa voz expressa a sabedoria que existe dentro de ti, a sabedoria da tua alma e essência.

Entende como podes identificar a voz da tua intuição no meio de todas as outras vozes que existem dentro de ti aqui

A minha história

Eu reconheci a voz da minha intuição quando decidi aprender a ler as cartas, no entanto, eu comecei a ler as cartas por brincadeira, com um estado de espírito aventureiro e curioso.

Foi quando comecei a receber o feedback das pessoas a quem eu fazia leituras que as coisas se tornaram mais sérias.

“Joana, o que tu disseste que ia acontecer, aconteceu”, ou “Como sabes isso?”

Estes feedbacks deixavam-me doida! Eu estava literalmente a aceder a informação que me era totalmente desconhecida através de um baralho de cartas.

Querendo ou não, uma pessoa começa a questionar-se, a si e ao mundo à sua volta.

Sempre me ensinaram que magia não existe e que ninguém tem poderes especiais.
Logo, como podia eu saber o futuro? Descrever personalidades de pessoas que me são totalmente desconhecidas? Ouvir do outro lado “oh meu deus, ele é exatamente assim, tal e qual como tu o descreveste”.

A sério, eu compreendo que contado seja mais difícil acreditar. Mas eu vivi isso.
Eu tive todas as provas que precisava para acreditar naquilo que supostamente é impossível.

Ora bem, após o universo me ter mostrado que existe muito mais para além do que aquilo que é cientificamente comprovado, eu, como sagitariana que sou, comecei a explorar esse desconhecido e a sentir-me mega atrevida e entusiasmada com esta nova descoberta.

Quando comecei a reconhecer a existência de outras formas de vida e da possibilidade de comunicação entre mim e elas, comecei a sentir-me cada vez mais desconfortável a fazer previsões de futuro e cada vez mais as minhas leituras se focavam no estado emocional da pessoa e na sua capacidade de agir perante as suas circunstâncias.

Esta mudança foi totalmente instintiva. Eu não a planeei, simplesmente aconteceu.

Mas porque é que eu deixei de me sentir bem a basear as minhas leituras em futurologia?

Eu sempre acreditei num destino, no entanto, eu também acredito no livre arbítrio e no poder que cada um de nós tem de construir a sua realidade.

Os conceitos “Destino” e “Livre arbítrio”, para mim, deixaram de ser contraditórios.
A meu ver, eles complementam-se.

A minha definição destes conceitos:

Destino – Circunstâncias, eventos e pessoas que estão destinadas a cruzarem-se connosco e a aparecer na nossa vida com o propósito de nos ensinarem as lições que precisamos aprender para evoluirmos a nível pessoal e espiritual adquirindo o conhecimento necessário para atingirmos essa mesma evolução através das nossas experiências.

Livre arbítrio – A maneira como reagimos e respondemos a essas circunstâncias, eventos e pessoas. As escolhas que fazemos perante o nosso destino.

No entanto, eu não acredito que o nosso destino esteja escrito em pedra e seja inalterável.

Eu acredito que o nosso destino se pode alterar conforme as escolhas que fazemos e se aprendemos (ou não) as lições que ele nos traz.
E foi por isso que eu decidi que o que eu realmente queria fazer era orientar as pessoas a assumirem responsabilidade pelas suas vidas, orientá-las a fazerem as escolhas que vão por consequência criar o futuro que elas querem viver, orientá-las de maneira a que possam identificar as suas forças e fraquezas para que possam aprender a lidar com elas e ajudá-las também a identificar as lições por de trás daquilo que elas experienciam.

Agora, existe algo muito importante que preciso esclarecer.

O assumir responsabilidade pela criação do nosso futuro não implica que não existam obstáculos, portas fechadas ou desilusões. A vida acontece, e nós não temos qualquer controlo sob aquilo que é exterior a nós.

Eu acredito, com todo o meu coração, que a chave para navegarmos este mundo exterior e as experiências que nele vivemos e recuperarmos controlo, não sob a vida, mas sob nós mesmos, é conhecermos e aprendermos a lidar com o nosso mundo interior.

Entendermos as nossas emoções, quais são os botões que as acionam, como expressá-las e entender que nenhuma emoção deve ser reprimida e que nenhuma emoção é má; todas são válidas.

Entendermos e conhecermos as diferentes vozes dentro de nós.
A voz da vítima, a voz confiante, a voz insegura, a voz espontânea, a voz desconfiada, a voz tranquila, a voz do medo, e entender que todos nós temos as mais variadas vozes e que nenhuma está errada ou é má; elas só precisam ser utilizadas na altura certa; mas para isso, precisamos ganhar controlo sobre elas e não permitir que elas nos controlem a nós.

E a única maneira que temos de ganhar controlo sob nós mesmos é reconhecermos que o mundo cá fora não é o único mundo que existe.
Existe um mundo interior e esse mundo interior é literalmente o mapa e contém as ferramentas que precisamos para experienciar a vida com uma base inabalável.

Eu acredito que felicidade é uma questão de perspetiva e que o truque está na maneira como encaramos a vida.

Se em vez de sentirmos que os obstáculos que vivemos são para nos deitar abaixo, olharmos para esses mesmos obstáculos como desafios a serem ultrapassados ou indicações de que está na hora de seguir um novo caminho ou bater em portas diferentes, não só a nossa visão desses obstáculos muda totalmente, como começamos a entender quais as lições que cada experiência nos trás.

O facto de termos uma postura de confiança no universo e aceitarmos, independentemente das nossas circunstâncias, que aquilo que estamos a viver é exatamente o que precisamos viver para podermos evoluir e ganhar o conhecimento que precisamos para atingir essa evolução, começamos a colocar as questões corretas.

E para mim, a questão correta não é “Porque é que isto me está a acontecer a mim”, mas sim “O que tenho para aprender com isto?”

O segredo não é querer controlar a vida mas sim a nossa perceção dela.

O segredo é dançar com a vida.
Aceitar aquilo que ela tem para nos dar e entender que se a porta se fechou, é porque aquela não é a nossa porta. Aceitar que se aquela pessoa se foi embora, é porque essa pessoa já não tem mais nada para nos acrescentar a nós nem à nossa evolução e aprendizagem.

Por isso, para mim, utilizar as cartas única e exclusivamente como um meio divinatório é deixar a sua verdadeira essência passar completamente ao lado.

As cartas, a meu ver, não devem ser utilizadas como um meio de prever o futuro mas sim como um meio de orientação que nos leva de encontro ao nosso propósito através de autoconhecimento, auto exploração e acima de tudo, muita força de vontade e determinação para nos tornarmos na nossa melhor versão.

As cartas

Mas afinal, o que são as cartas?

Ao contrário do que muitos pensam, as cartas não têm magia nem são destinadas apenas a bruxas e feiticeiros.

Vamos entender de uma vez por todas que as cartas são apenas cartas normais, feitas de cartão e não têm qualquer poder sobrenatural.

Qualquer pessoa que aprecie Arte e saiba dar asas à sua imaginação, pode e consegue interpretar qualquer baralho de cartas.

A magia não está nas cartas mas sim na nossa interpretação das imagens que elas contém.

Cada carta tem uma imagem, e cada imagem conta uma história.

Observando esta imagem, eu vejo uma rapariga que está a expressar a sua criatividade através de uma forma de arte.

Para mim, esta rapariga está totalmente presente naquilo que está a fazer. Tão presente que nem se apercebe que está a ser fotografada.

Ela está ali e o mundo à sua volta parou.

O seu estilo representa a maneira como ela se vê e como se quer apresentar ao mundo.

Ela transmite-me paz, aventura e curiosidade.

Sinto que ela tem um espírito aventureiro e que gosta de ver a beleza que existe no mundo. Melhor ainda, sinto que ela torna o mundo mais bonito, por onde quer que ela passe.

Talvez a arte seja um escape para ela. Talvez ela se sinta no seu estado mais pleno quando tem um pincel na mão e todas as cores possíveis ao seu dispor.

Ela é artista, criativa, espontânea e aventureira.

Este é o processo de interpretação das cartas.

Eu não sei a história desta rapariga na imagem nem tão pouco sei se o que eu escrevi corresponde à realidade.

No entanto, o que eu escrevi foi o que eu senti ao olhar para esta imagem.

Interpretar as cartas é tão simples como apreciar arte. É sentir a imagem e deixar a nossa imaginação voar sem ter medo de errar e sem criar expectativas.

Vamos agora repetir o processo com uma das minhas cartas preferidas – O Louco

Nesta imagem vejo um rapaz e um cão à beira de um precipício e o sol está a brilhar atrás dele, no canto superior direito.

Não vejo o que está depois desse precipício, mas, observando o rapaz, sinto que ele não está minimamente preocupado com o facto de estar à beira desse mesmo precipício.

Ele está a olhar para cima e está extremamente determinado em seguir em frente, independentemente do que está lá em baixo ou do quão alto aquele precipício é.

O cão está apoiado apenas nas duas patas de trás e a sua linguagem corporal transmite-me duas possibilidades: Ou está a saltar para avisar o rapaz de que ele está prestes a cair, ou então, está tão pronto para saltar como o rapaz.

Agora observando os pequenos detalhes, vejo que o rapaz leva consigo uma pequena mala.

O que será que ele leva nessa mala tão pequena? Talvez leve apenas a comida e bebida necessária para sobreviver nos primeiros dias de viagem, ou então, talvez leve fotografias ou objetos pessoais que o façam recordar de onde veio.

(A mala, na simbologia desta mesma carta representa o conhecimento que este rapaz adquiriu durante todas as suas vidas).

Na outra mão vejo que ele tem uma rosa branca.
Em simbologia, a rosa branca representa pureza.

Reparo também que o rapaz tem uma pena no seu chapéu.
Em simbologia, a pena representa liberdade.

A carta é o número “0” (zero).
Em simbologia e numerologia o número zero representa o que é infinito, o que não tem começo nem fim.

Por último, observando o ambiente em que o rapaz se encontra, vejo que é um ambiente rochoso, com muitos altos e baixos, o que para mim me transmite a ideia de que o caminho dele pode nem sempre ser o mais fácil e que provavelmente terá altos e baixos.
No entanto, as cores desta imagem são alegres, leves, e a luz do sol é brilhante e ilumina sempre o nosso caminho.

Agora, juntando todos os detalhes que observei e formando uma ideia do que esta imagem me transmite, eu posso dizer que sinto que este rapaz é o tipo de pessoa que age com espontaneidade e é provavelmente adepto de pensamento positivo e liberdade.

Eu não o vejo minimamente preocupado com o facto de que se ele der mais um passo ele irá cair daquele precipício.

A ideia que ele me transmite é que ele é uma pessoa livre de preocupações, que tem fome por aventura e que quer explorar o que há para além daquelas montanhas, independentemente do caminho ser difícil ou não.

Ele está pronto para uma nova aventura, um novo começo, e ele não vai voltar atrás.

Esta carta numa leitura representa exatamente isso.
Seja qual for o contexto, a energia desta carta transmite-nos liberdade, aventura, alguém que neste momento está livre de preocupações, e sem dúvida, ansioso por novos começos.

Resumindo, este é o processo de interpretação de qualquer carta, qualquer imagem, qualquer forma de arte.

O que interessa é a maneira como nós vemos e sentimos aquilo que está à nossa frente, a nossa perceção.

O truque é contar a história que a imagem nos conta.

Mas como é que as cartas e a nossa interpretação das suas imagens nos podem dar informação/conhecimento sobre os outros, sobre nós mesmos ou sobre a vida?

Aqui sim, entra a magia.

Eu vou direta ao assunto.

A única maneira que tens de comprovar, é tu próprio explorares esta ferramenta.
Não existe outra maneira.

Eu posso escrever sobre todas as minhas experiências e as pessoas para quem eu leio podem contar-vos as delas, no entanto, nada se compara à tua própria experiência.

Eu posso dizer-te que não preciso de mais provas.

Eu sei, por experiência própria, que nós, humanos, não somos os únicos habitantes deste universo e que existe MUITO MAIS para além daquilo que nós sabemos que existe.
Afinal de contas, nós só conhecemos 5% do que existe nos nossos oceanos; e os outros 95%?

Eu acredito com todo o meu coração que este universo é um mundo mágico só por si.
Eu acredito que a Mãe Natureza nos influencia muito mais do que aquilo que está comprovado, assim como também acredito que existem muitas outras formas de vida que não possuem corpos físicos como nós.

E sim, eu acredito que a sabedoria que recebo através das cartas vem de outras realidades que nos são totalmente desconhecidas.

E não, eu nunca vi nada, nunca ouvi nada, mas é impossível não acreditar quando já passei por experiências tão mágicas e tão “mind blowing” como as que vivo quando comunico com esse mundo através das cartas.

Portanto, a única coisa que tenho para te dizer a ti que estás desse lado é – Se tens uma mente aberta, curiosa, aventureira e se és capaz de aceitar que não sabes tudo sobre a vida, estás no lugar certo.

Nos seguintes artigos eu vou partilhar contigo o meu conhecimento sobre este mundo mágico e ensinar-te a trabalhar com as cartas para que tu possas também experienciar a magia que eu vivo todos os dias na minha vida.

Posso dizer-te que acredito, de coração, que se todos nós tivéssemos um baralho de cartas e o utilizássemos para autoconhecimento e orientação, este mundo iria ser muito, mas mesmo muito diferente.

Saber que existe mais do que os meus olhos vêm é reconfortante, e para ser sincera, foi esse conhecimento que me fez ficar tão apaixonada pela vida.

Por outro lado, se gostarias de ter essa experiência comigo e receber uma leitura minha, contacta – thespiritualchickblog@gmail.com

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Obrigada por estares aqui!

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